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O grupo europeu Arcelor, que já lidera a produção de aço no Brasil, inicia na terceira semana de abril negociações com as fundações Previ e Petros para aquisição de suas ações com direito a voto no capital da Acesita, siderúrgica mineira que faz aço inox e especiais. Guy Dollé, presidente mundial do grupo, disse ontem que cada lado já está contratando bancos para assessorar na avaliação da Acesita. A compra dessas ações é um dos passos da Arcelor para formatar a holding dos ativos do grupo no País. Vale lembrar que a companhia já controla a Siderúrgica de Tubarão (CST), a Belgo-Mineira e a laminadora Vega do Sul. Na Acesita ela já tem 39% das ações ordinárias e 28% do capital total. Apenas a Vega do Sul não tem ações em bolsa. Os dois fundos têm juntos cerca de 24,7% do capital votante da Acesita, o que corresponde a 15% do capital total.



 

A Arcelor anunciou o quinto reajuste trimestral consecutivo para o preço do aço, repassando os custos em um momento em que as siderúrgicas chinesas têm utilizado quantidade maior de matérias-primas. Os preços das chapas de aço-carbono, utilizadas para a fabricação de itens como automóveis e geladeiras, subiram entre 5% e 7% este mês, segundo informou um porta-voz da empresa. Já os contratos com as indústrias de embalagens e eletrodomésticos, que constituem metade das remessas de chapas da Arcelor, estão entre 20% e 50% mais caros do que no ano passado.



 

A Acesita fechou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 231,1 milhões, um resultado muito bom se comparado ao obtido no mesmo período do ano anterior (R$ 8,4 milhões). O ebitda atingiu R$ 289,5 milhões e representa um aumento de 169,0% quando comparada ao terceiro trimestre do ano passado, e de 15,6% perante o segundo trimestre de 2004. A margem Ebitda atingiu 35,1%.